Por: Yvie Favero.

A etapa regional do Mutirão pela Vida da 6ª Semana Social Brasileira teve sua etapa presencial neste domingo, 19, na sede do Regional Sul 1 da CNBB em São Paulo, que recebeu representantes da comissão ampliada de diferentes regiões do Estado. A Diocese de Santos foi representada por Paulo Soares, do Conselho de Leigos, Grito dos Excluidos e Pastoral da Cidadania da Diocese de Santos e Yvie Favero, também do Conselho de Leigos da Diocese e da Articulação Nacional do Grito dos Excluídos.

Os trabalhos foram iniciados celebrando a caminhada dos mais de três anos de Mutirão pela Vida, seguimos com Dom Reginaldo e Luiza repassando o texto com as sínteses das propostas de ações anteriormente discutidas e nos encaminhamos para quatro grupos para discutirmos o Plano de Ação para o Estado e o Brasil que Queremos. 

A prioridade era discutir os objetivos, metas, meios, quando e responsáveis, além de trazer aspectos de como projetamos a articulação, a coordenação, a logística, os recursos técnicos e financeiros deste processo. 

Como encaminhamentos foram pensados os seguintes objetivos: 

1. Construir um espaço de articulações, mobilizações, formações e organização voltado para o protagonismo popular, para a elaboração e execução de programas e políticas sociais e econômicas de perspectiva emancipatória;

2. Fortalecer a participação popular e democrática em processos, práticas, ações sociotransformadoras seja nas pastorais sociais, nos movimentos, nas políticas de participação social, em conselhos de direitos;

3. Desenvolver um processo formativo amplo que fortaleça o caráter anticapitalista, antineoliberal, com base nos princípios da ecologia integral, da justiça social e econômica, da espiritualidade humanizadora e também em dimensões específicas como preparar a formação de conselheiros de direitos;

4. Construir espaços na área da comunicação das estruturas católicas, (TVs, rádios, jornais, redes) para inserir as pautas e conteúdos das ações socio transformadoras;

5. Incorporar a dimensão das lutas e mobilizações contra as privatizações, de defesa dos serviços públicos, de um plano mitigações da crise climática, das lutas a favor dos direitos dos povos originários, da reforma agrária popular, da reforma urbana, do acesso ao direito aos alimentos saudáveis…  

Tais objetivos e metas devem ser abordados de formas transversais,  a partir dos pressupostos e ou critérios de construção locais, levando em consideração suas particularidades, formulação coletiva dos consensos progressivos, além de se inspirarem na Sinodalidade tanto eclesial, como social. 

Como metas estão propostas: 

1. Elaborar um Programa de Formação, com agendas de diferentes atividades como cursos, seminários, presenciais e online e com os temas gerais e específicos;

2. Elaborar uma metodologia de formação de formadores - multiplicadores, com renovação geracional…

3. Organizar, capacitar e disponibilizar um conjunto de metodologias de formas de mapeamentos e identificações de forças, ações, movimentos, organizações, atores, atrizes nas comunidades de base;

4. Organizar espaços de articulação

5. Construir uma agenda de mobilizações e campanhas.

As próximas ações do Mutirão pela Vida da Sexta Semana Social Brasileira são o Mutirão Nacional para Construir o Brasil que Queremos: O Bem Viver dos Povos, que acontece neste próximo sábado, 25, virtualmente e prepara para o Mutirão presencial a ser realizado no mês de março, em Brasília.